Todo início de temporada tem torcedor pedindo algum jogador “de nível de Liga Nacional” para ser o “bam-bam-bam” do time. Mas em 2016 o Cresol/Marreco Futsal é pé no chão, sem falsas expectativas. Todos jogadores conhecidos da comissão técnica, sem risco e sem imprevisto. A expectativa para o ano é terminar 2016 com o caixa zerado, sem dívidas. A folha salarial deste ano é menor do que a do início do ano passado. Mas não acho que o time seja menos competitivo, pelo contrário.

Como o técnico Nelsinho Bavier diz, a permanência da base é o principal reforço do Cresol/Marreco. São 10 atletas remanescentes e outros dois estão voltando ao time depois de um ano longe (Banana e Emerson). Jardel e Rodriguinho, que vieram do Ampere, são bem conhecidos também no Sudoeste, o que reduz a adaptação por já conhecer as qualidades e limitações dos atletas. Os únicos que estão conhecendo o time beltronense agora são os goleiros Fiuza e Beccon. O primeiro já jogou contra e o segundo está vindo pela primeira vez para o Paraná.

Os desafios são muito grandes: chegar à segunda fase da Liga Nacional de Futsal (LNF) e brigar pelo título da Série Ouro do Paranaense. Ainda tem Jogos Abertos do Paraná (JAPs), competição em que o Cresol/Marreco Futsal é o atual campeão. O time beltronense vai disputar ainda os Jogos Abertos Brasileiros, a 9ª Copa Rádio Chopinzinho/Doce Docê e a 2ª Taça Sudoeste de Futsal.

Até concordo que o time não fez nenhuma contratação bombástica. Em contrapartida, o Cresol/Marreco não fez loucuras, gastou somente o que tem condições de pagar. Aliás, esse é e sempre foi um ponto forte do clube: não ficar devendo salário para ninguém. Mas mesmo sem muita badalação, o time de Francisco Beltrão me passa muita confiança e segurança. É uma equipe sem falsas expectativas, e isso é muito bom.

Adolfo Pegoraro é jornalista do Jornal de Beltrão e da Rádio Continental FM.