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Matheus Bratfisch

Mesmo com pouca idade, o jovem Matheus Bratfisch, nascido no dia 31/01/1997, já tem um currículo que poderia causar inveja a muitos atletas experientes.
Filho de Carlos Roberto Bratfisch  “Beto” e Andrea Silva Bratfisch, o jovem começou a jogar futsal muito cedo, quando ainda tinha entre 5 e 6 anos de idade, na escolinha da São Lucas. No inicio, os treinos eram ministrados pelo então treinador Gildo Tomé. Posteriormente e por um período de aproximadamente 6 anos, com Leandro “Primavera”, a quem ressalta o bom trabalho e a importância sobre sua formação.

O destino, além do talento, contribuiu muito para que Matheus, em tenra idade, já estivesse deixando seus pais e irmãos para se dedicar a modalidade que tanto amava. O “destino”, porque como faz questão de lembrar Matheus até em tom descontraído,  fazia parte de um elenco na São Lucas de muita qualidade, que contava dentre outros atletas com Matheus Silva (hoje no Porto), Jhonatan Lucca, Max Rangel, Rafael Rech e outros, e que muitas vezes era até reserva nessa mesma equipe. O primeiro convite surgiu por acaso, quando por instrução do seu pai acompanhou o irmão mais novo Edgard (goleiro) em uma competição na cidade de Medianeira.

O Pai, sempre confiante no potencial do filho, pediu para que o mesmo levasse tudo que precisasse caso algo inesperado pudesse acontecer, e aconteceu. Matheus foi convidado a treinar e logo chamou a atenção de dirigentes do Medianeira.  Não demorou muito e o jovem, a convite do Professor Gilmar, ingressava a equipe Medianeirense que conquistou o vice-campeonato Paranaense Sub-13 em 2009.

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Olimpíadas Escolares – Foto Arquivo Pessoal Matheus

Em 2010, ainda representando Medianeira foi indicado a equipe do Camboriu para jogar as fases finais do Campeonato Catarinense Sub-13. Pela equipe catarinense, o jovem disputou a “Talents Cup” em São Paulo, fazendo o gol da vitória na final contra o forte time do Corinthians que contava com excelentes jogadores.

O ano de 2011 foi de muitas conquistas no Camboriu onde jogou a temporada inteira. Venceu o “Moleque Bom de Bola”, os “Jogos Escolares Estadual”, conquistando ainda o vice-campeonato Brasileiro das “Olimpíadas Escolares”, sendo sempre considerado um dos destaques de sua equipe.

Já 2012 foi muito difícil. Matheus desembarcou em Curitiba para jogar futebol de campo pela equipe da Sociedade Desportiva Renovicente, um clube de empresários onde o foco era a revelação de talentos. Matheus teve uma grave contusão tendo que retornar por um período para sua cidade natal, orientado pelo seu professor no Renovicente Gustavo Silva (hoje treinador da base do Atlético-Pr) a retornar ao futsal para não encerrar a carreira.  Enquanto estava em casa, recebeu  a oportunidade de disputar  uma competição na cidade de Maringá onde novamente foi destaque. O então treinador Gilvan (Camboriu) pegou seu carro e foi pessoalmente em Curitiba acertar o retorno do atleta para Santa Catarina, o que teria como conseqüência sua contratação pela Krona Joinville levado pelo técnico Maneca (hoje no Umuarama Futsal).

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Krona Joinville 2013 – Foto Acervo Pessoal Matheus

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Técnico Marcão e Matheus no Umuarama (Foto Arquivo Pessoal Matheus)

No ano seguinte, também levado por Maneca, chegou ao Umuarama para reforçar o time Sub-17, treinou com a equipe principal, porém pela baixa idade teve poucas oportunidades. Na capital da amizade conquistou o estadual e foi terceiro colocado nas Olimpíadas Escolares da categoria A em 2014. Em 2015, em virtude da diminuição dos investimentos do Umuarama Futsal nas categorias de base, teve que sair, apesar de avançar para a categoria Sub-20 tinha convites de outros times, mas resolveu voltar para Paranavaí e jogar pela São Lucas.

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Umuarama Futsal – 2014 – Foto Arquivo Pessoal Matheus

Matheus relata que sempre teve preferência pelo futsal em detrimento ao futebol. Nunca houve prejuízo nos estudos por causa do esporte, aliás Matheus sempre se destacou tanto com a bola nos pés quanto com as notas. Ele revela que nunca teve vontade de desistir, e que sempre teve a ajuda da família mesmo nos piores momentos.

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Companheiros de Krona Joinville 2013 – Foto Arquivo Pessoal Matheus

O pai diz que sempre administrou bem a distância, mas que a mãe sofria um pouco, principalmente em dias de calmaria como domingo. Pai de quatro filhos, Beto diz que nunca impôs a qualquer dos filhos a prática do futebol, mas que sempre incentivou e colaborou com a realização do sonho de cada um. Todos jogaram futsal por um tempo. Vinicius o mais velho hoje cursa Letras-Francês na Universidade Estadual de Maringá, Matheus joga futsal, Felipe estuda para ingressar no curso de medicina, e Edgard, o caçula, depois de uma passagem pelo futebol (ACP) regressou as quadras onde treinou junto com o irmão na São Lucas na ultima temporada.

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Familia – Vinicius, Felipe, Matheus, Andrea, Beto e Edgard

Matheus esta ciente das dificuldades que vai enfrentar em virtude de não haver investimentos nas categorias sub-20 no Paraná, e que por esse motivo precisa ter paciência e perseverança na transição entre a categoria Sub-17 e o Adulto. Também confessa o desejo de permanecer em Paranavaí atuando pela São Lucas, ficar ao lado dos familiares e conciliar o esporte com algum curso no ensino superior.

Os pais fazem questão de agradecer aos treinadores: Primavera (São Lucas), Gilmar (Medianeira), Gilvan (Camboriu), André Deitos (Camboriu) e Maneca (Umuarama).

Nos poucos, mas muito produtivos encontros que tivemos com Matheus e a família sempre percebemos que o garoto teria um belo futuro no futsal, só tenho que parabenizar os pais Beto e Andrea e desejar toda sorte do mundo ao jovem atleta.