Quando parecia que a situação do Atlético Clube Paranavaí teria um desfecho feliz, o grupo que tem à frente o vereador Lucas Barone, que havia inscrito a chapa para concorrer a presidência, retirou a inscrição, sob o argumento da exigência do distrato com o empresário investidor André Astorga, ainda em vigência oficial.
Representante de André esteve momentos antes na reunião de terça-feira, 5, no Estádio Waldemiro Wagner, com uma cópia de contra notificação ao Atlético Paranavaí tentando propor uma parceria para quitar as contas. Não houve interesse por parte do grupo que pretendia comandar o time.
Lucas Barone entende que não adianta tratar o futebol como algo superficial, ou algo simplesmente apaixonante. E segue citando que futebol envolve dinheiro, envolve investimentos, nomes, envolve uma série de situações. Nesta linha, continua, quando houve a inscrição da chapa, foram feitos alguns pedidos para a atual diretoria. Um deles é a prestação de contas, bem como a eleição de um novo conselho. “E nada foi atendido”, lamenta.
O candidato disse que o grupo tem interesse em assumir o Atlético Paranavaí, mas quer as coisas às claras. Uma das observações é que existem funcionários com até seis meses sem salários.
Para que o time não seja penalizado com pesada multa e o rebaixamento para a terceira divisão, caso desista agora da Taça FPF e Paranaense Sub-19 anos, os empresários irão ajudar nas despesas até o término das competições. Há projeção de gastos de R$ 35.000,00.
Os empresários de futebol, André Spadotto, Wilton Figueiredo (Batata) e Heli Antônio, bem como conselheiros, representantes da imprensa de Paranavaí e torcedores estiveram na reunião.
Barone reafirmou que seu grupo estava fora do processo eleitoral naquele momento. Mas, poderá bater chapa em outra eleição a ser marcada pelo Conselho Deliberativo, caso haja novos interessados.
Adriano Spadotto (campeão em 2007) um dos integrantes da chapa pede prudência. Cita o carinho pelo ACP, que acompanha há 20 anos. Sobre o contrato, informa que foi mandado para o jurídico analisar. “É muito complexo, temos que ter cuidado em colocar nosso nome e cara a bater. Isso porque pode vir depois uma multa, ações trabalhistas de funcionários que estão há meses sem receber salários”, pondera.
O outro empresário e ex-atleta Wilton (Batata) entende que é preciso fazer um trabalho a longo prazo, colocando o time em um patamar maior. “Essa é a nossa intenção caso assumirmos”.
Segundo Wilton, o grupo conversou bastante e estará à disposição para ajudar na melhor forma possível, até que se decida pela rescisão do contrato vigente. Como disse, “pegar o clube zerado”.

Fonte: Jornal Diário do Noroeste