No próximo sábado, dia 27, acontece a reunião arbitral da Série Ouro do Campeonato Paranaense de Futsal, em Curitiba. A informação que circula entre os clubes é que a edição 2016 terá a participação de apenas 13 clubes, sendo que Ampere, Clevelândia e Colégio Londrinense já comunicaram a desistência. Com isso, voltaremos ao seguinte questionamento: faremos mais uma vez um campeonato sem rebaixamento (sem graça!) ou é a hora de reduzir o número de clubes na elite do futsal paranaense?

Eu prefiro a segunda opção, pra deixar o campeonato mais acirrado e também para valorizar a Série Prata, que também encontra dificuldades há vários anos. Por incrível que pareça, a Série Bronze 2016 promete um nível quase igual ao da Prata, com equipes investindo forte em busca do título. Isso nos dá um diagnóstico de duas situações: está muito caro jogar a Ouro e as divisões inferiores precisam ser regionalizadas, pelo menos na primeira fase.

Para o Salto do Lontra, por exemplo, campeão da Bronze em 2014 e semifinalista da Prata em 2013, não é interessante disputar a Série Ouro. Um município com pouco mais de 13 mil habitantes dificilmente vai conseguir competir contra um investimento de mais de R$ 100 mil por mês em folha de pagamento – há exceções, é fato.

Talvez para equipes como o Salto do Lontra, seja interessante disputar a Bronze, brigar pelo título, e apenas disputar alguma competição com equipes da Ouro, como é a Copa dos Campeões.

Mas voltando a falar de Série Ouro e parando de divagar sobre o assunto, na minha opinião o ideal seria ter apenas 12 clubes na elite, com dois rebaixamentos. Mas muitos acham isso um absurdo. Então eu acho que diminuir para 14 já seria um bom começo. Com dois rebaixamentos, é claro.

Um pequeno levantamento a seguir. Em 2008, eram 16 times na Ouro, 16 na Prata e 16 na Bronze. Em 2009 e 2010, eram 16 na Ouro, 14 na Prata e 24 na Bronze. Em 2011, eram 16 na Ouro, 16 na Prata e 16 na Bronze. Em 2012, eram 16 na Ouro, 8 na Prata e 11 na Bronze. Em 2013, eram 15 na Ouro, 9 na Prata e 12 na Bronze. Em 2014, 13 na Ouro (quando não teve rebaixamento), 10 na Prata e 18 na Bronze. E no ano passado, 15 na Ouro, 8 na Prata e 18 na Bronze.

Com esses números, podemos afirmar que o primeiro formato a perder força foi o da Série Prata, que era muito caro pro nível da Bronze e com pouca visibilidade pro nível da Ouro. Agora, o segundo formato a perder força é a Série Ouro, que precisa de ajustes. Se não mudar, a Bronze, que tem sido uma divisão muito bonita dentro de quadra, também pode entrar em declínio.

Adolfo Pegoraro é jornalista do Jornal de Beltrão e da Rádio Continental FM.